28 de setembro

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25/05/22 às 18h06 - Atualizado em 25/05/22 às 18h06

Candangolândia tem maior índice de frequência escolar na área central do DF

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Na Candangolândia, a frequência escolar entre jovens de 15 a 17 anos está acima da média geral, em comparação com regiões administrativas como Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal e Cruzeiro. Os percentuais beiram a totalidade, ou seja, representam 94,6% dos alunos dessa faixa etária na cidade pioneira.

 

Outro dado interessante com relação à RA é que 75,5% dos moradores locais sentem a presença do policiamento nas ruas. Das quatro regiões, Sudoeste/Octogonal é a que se sente mais segura, com 93,7% de percepção da população.

Os dados foram revelados na Pesquisa Distrital de Amostragem por Domicílio (Pdad) 2021, divulgada nesta quarta-feira (25) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Os índices fazem parte do segundo encontro de divulgação da pesquisa por Unidade de Planejamento Territorial. Desta vez, foram apresentadas as características do Plano Piloto, da Candangolândia, do Cruzeiro e do Sudoeste/Octogonal que, juntos, formam a Unidade de Planejamento Territorial (UPT) Central.

A Pdad é uma pesquisa domiciliar amostral realizada a cada dois anos pela Codeplan. Ela representa mais de 97% da população brasiliense, visita todas as 33 regiões administrativas e fornece um diagnóstico detalhado da situação de cada uma delas. Na edição de 2021, o levantamento visitou mais de 30 mil domicílios, a maioria em áreas urbanas. O resultado da Pdad 2021 está sendo divulgado por região, em uma série de sete encontros.

Chefe de gabinete da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Dieps) da Codeplan, Thiago Mendes Rosa analisa e contextualiza os dois percentuais: “Com relação à questão escolar, é um dado que teve certa influência da pandemia, já que parte da pesquisa foi realizada com diferentes configurações de ensino, ora remoto, híbrido e ora presencial”.

De acordo com Thiago Mendes, “no geral, a percepção da população do DF quanto ao policiamento regular se elevou quando comparada com 2018, o que pode ser resultado de uma ampliação do policiamento ostensivo na capital federal”, constata.

Para o administrador da cidade, Pablo Valente, os números positivos com relação à baixa evasão escolar são reflexo de parcerias eficientes realizadas entre a regional de ensino local e a administração, juntamente com os pais dos alunos. “Temos trabalhado muito em parceria com os diretores das escolas, as famílias, trocando informações sobre o tema e realizando ações para atuar nessa questão da presença escolar”, avalia o gestor.

Pedagoga e recém-formada em Antropologia, Mercedes Castro, 45 anos, repercute os dados com a propriedade de quem trabalhou 20 anos como orientadora educacional nas escolas públicas da Candangolândia. “Essa questão da presença nas escolas na Candangolândia é bem rigorosa, seguindo à risca a Lei de Diretrizes Brasileiras de Educação”, salienta a acadêmica. “O aluno faltou três vezes, a direção encaminha, imediatamente, ao Conselho Tutelar, não tem conversa”, relata.

Presença policial

Segundo a pesquisa da Codeplan, entre as quatro cidades localizadas na área central do DF, o Sudoeste/Octogonal é a que tem maior índice de credibilidade das pessoas nas forças de segurança, com 93,7% de aprovação popular.

Embora com o percentual mais baixo das demais regiões administrativas, 75, 5%, Candangolândia ainda apresenta dados acima da média no DF. Números comemorados pelo administrador Pablo Valente.

“Uma das primeiras ações para resgatar a confiança da população na segurança foi reativar o conselho de segurança, debatendo o tema com a própria população”, conta o gestor. “Além da presença permanente de policiamento nos espaços públicos, especialmente na Praça dos Bosques, a cidade tem câmeras de monitoramento, o que dá essa sensação de segurança”, diz.

Há mais de um ano morando na cidade, o carioca Monaco Gama da Silva Oliveira, 42 anos, se sente seguro vivendo na Candangolândia. “A cidade é bem policiada, a gente vê bastante viatura circulando pelas ruas, malandro aqui não se cria, não”, garante.

Fonte: Agência Brasília

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